Até 9 de outubro de 2026, a ANEEL aprovou reajustes ou revisões tarifárias de mais de 30 distribuidoras. Os maiores efeitos médios do ano ficaram com a Roraima Energia (+24,13% em janeiro, depois reduzido), a Hidropan (+21,31%) e a Copel (+20,51%). Em agosto, cinco distribuidoras do Norte e Nordeste tiveram redução na baixa tensão, por causa de recursos da Lei da UBP.
Para o seu bolso, o número que importa é o índice residencial (B1), que costuma ser diferente do efeito médio. A tabela traz os dois quando disponíveis.
Tabela de reajustes de 2026
| Distribuidora | UF | Aprovação | Efeito médio | Residencial (B1) |
|---|---|---|---|---|
| Roraima Energia | RR | 20/01 | +24,13% | +22,69% |
| Enel Rio | RJ | 10/03 | +15,46% | +14,07% |
| Light | RJ | 10/03 | +8,59% (ver nota) | +6,40% (ver nota) |
| CEA Equatorial | AP | 07/04 | +3,54% | n/d (baixa tensão: +0,01%) |
| CPFL Paulista | SP | 22/04 | +12,13% | +9,15% |
| CPFL Santa Cruz | SP/PR/MG | 22/04 | +15,12% | n/d (baixa tensão: +17,86%) |
| Energisa MS | MS | 22/04 | +12,11% | +11,75% |
| Energisa MT | MT | 22/04 | +6,86% | +5,12% a +5,27% (fontes divergem) |
| Energisa Sergipe | SE | 22/04 | +6,86% | +5,00% |
| Neoenergia Coelba | BA | 22/04 | +5,85% | +3,93% |
| Neoenergia Cosern | RN | 22/04 | +5,40% | +3,52% |
| Enel CE | CE | 22/04 | +5,78% | +4,30% |
| Neoenergia PE | PE | 28/04 | +4,25% | +3,26% |
| Equatorial AL | AL | 28/04 | +5,43% | +4,46% |
| Amazonas Energia | AM | 19/05 | +6,58% | +3,77% |
| Sulgipe | SE/BA | 22/05 | +12,87% | +9,71% |
| Cemig | MG | 26/05 | +6,50% | n/d (baixa tensão: +5,21%) |
| RGE Sul | RS | 16/06 | +16,06% | +14,97% |
| Energisa Minas Rio | MG/RJ | 16/06 | +11,27% | +12,93% |
| Copel | PR | 24/06 | +20,51% | n/d (baixa tensão: +19,85%) |
| Enel SP | SP | 30/06 | +10,18% | +9,02% |
| Energisa Tocantins | TO | 30/06 | +7,92% | n/d (baixa tensão: +8,11%) |
| Cocel | PR | 30/06 | +14,97% | +14,58% |
| Energisa Sul-Sudeste | SP/MG/PR | 14/07 | +9,63% | +9,60% |
| Hidropan | RS | 21/07 | +21,31% | n/d |
| EDP Espírito Santo | ES | 28/07 | +7,52% | +7,27% |
| Celesc | SC | 18/08 | +10,82% | +9,29% |
| Pacto Energia (ex-Forcel) | PR | 24/08 | +18,33% | +19,74% |
| Neoenergia Elektro | SP/MS | 24/08 | +9,58% | +12,24% |
| Energisa Paraíba | PB | 24/08 | +5,74% | +4,81% |
| Equatorial Maranhão | MA | 24/08 | +5,76% | +5,20% |
| Equatorial Pará | PA | 15/09 | +6,94% | +6,70% |
“n/d” significa que não encontramos o índice residencial em fonte confiável. Nesses casos mostramos a média da baixa tensão, que inclui residências e pequenos comércios.
Nota sobre a Light. A ANEEL aprovou efeito médio de 8,59% (residencial +6,40%). Uma decisão judicial elevou o índice para 16,69% (residencial +14,58%), depois foi suspensa e, em 29 de maio, restabelecida pela presidência do TRF-1. Não localizamos o despacho da ANEEL que aplica essa última decisão. Confira o valor em vigor na sua conta ou no site da Light.
Reduções de agosto no Norte e Nordeste
Em 26 de agosto de 2026, cinco distribuidoras tiveram as tarifas recalculadas com recursos da Lei da UBP (Uso do Bem Público), com queda na baixa tensão:
| Distribuidora | UF | Variação na baixa tensão |
|---|---|---|
| Energisa Rondônia | RO | −10,63% |
| Enel CE | CE | −6,65% |
| Energisa Acre | AC | −5,20% |
| Sulgipe | SE | −4,63% |
| Energisa Tocantins | TO | −1,36% |
Em 1º de setembro, a Roraima Energia também teve redução de 14,67% sobre as tarifas aprovadas em janeiro.
Ainda sem reajuste aprovado em 2026
Até 9 de outubro, não havia homologação para CEEE Equatorial (RS), Neoenergia Brasília (DF), EDP São Paulo, CPFL Piratininga, Equatorial Goiás e Equatorial Piauí. Esta página será atualizada quando a ANEEL aprovar esses processos.
Por que efeito médio e residencial são diferentes
O efeito médio considera todos os consumidores da distribuidora, inclusive indústrias ligadas em alta tensão. O índice B1 vale só para residências. Na tabela acima, o índice residencial ficou abaixo do efeito médio na maioria das distribuidoras. Em outras, como Neoenergia Elektro e Energisa Minas Rio, o residencial subiu mais que a média.
Como o reajuste chega à conta
O novo valor da tarifa vale a partir da data de vigência fixada pela ANEEL, que costuma ser poucos dias depois da aprovação. Para entender cada item da fatura, veja como ler a conta de luz.
O reajuste é diferente da bandeira tarifária: o reajuste muda a tarifa por um ano; a bandeira é um acréscimo mensal. Veja a bandeira tarifária de 2026.
Reajuste e energia solar
Quanto maior a tarifa, maior o valor de cada kWh que um sistema solar deixa de comprar da distribuidora. Simule com a tarifa nova no simulador de energia solar.
Perguntas frequentes
Qual distribuidora teve o maior reajuste em 2026?
Pelo efeito médio, a Roraima Energia (+24,13% em janeiro, depois reduzido em 14,67% em setembro), a Hidropan (+21,31%) e a Copel (+20,51%).
O reajuste da minha conta é igual ao efeito médio?
Não necessariamente. Para residências vale o índice B1, que pode ser maior ou menor que o efeito médio.
Quando o reajuste começa a valer?
Na data de vigência definida pela ANEEL, em geral poucos dias após a aprovação.
Leia também
Fontes: notícias da ANEEL de julho a outubro de 2026 (pasta de notícias 2026), incluindo reduções de 26/8 e Roraima; REH 3.570 (Enel Rio) e REH 3.596 (Enel SP); para janeiro a junho, cujas notícias da ANEEL estavam inacessíveis no período eleitoral: Cenário Energia, Canal Solar, Agência iNFRA, Poder360 e IstoÉ Dinheiro. Atualizado em 9 de outubro de 2026.
